sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Inventos Brasileiros que mudaram o mundo

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E o surgimento de máquinas como o telefone, a lâmpada e o telégrafo, entre outros. A lista geralmente é dominada por pessoas nascidas nos Estados Unidos ou na Europa, com a óbvia exceção de Santos Dumont, que concebeu o avião. Mas a verdade é que existe uma prolífica lista de brasileiros que inventaram de tudo. Desde engenhocas malucas até invenções importantíssimas para a evolução humana, como a abreugrafia. Sem falar em produtos comuns ao nosso dia-a-dia, como o cartão telefônico ou o escorredor de arroz. Conheça algumas destas fantásticas criações Made in Brazil.


Avião
Esqueçam aquela velha história, contada pelos norte-americanos, de que os irmãos Orville e Willbur Wright inventaram o avião. Eles, de fato, construíram uma aeronave em 1903 (três anos antes de Santos Dumont apresentar seu 14 Bis). No entanto, a dupla utilizou uma espécie de catapulta para fazer seu invento decolar. O brasileiro, ao contrário, usou um motor a combustão para fazer voar um aparelho mais pesado que o ar. O fato de ter realizado o voo inaugural em Paris, diante de um grande número de pessoas, só reforça a sua condição de grande pioneiro da aviação em todo o mundo.

Abreugrafia
Sim, as radiografias foram inventadas por um brasileiro. O médico Manuel de Abreu pesquisou durante muitos anos uma forma de radiografar órgãos do corpo humano. Suas pesquisas deram resultado em 1936, quando criou o sistema que permitia “fotografar”, por meio de chapas radiográficas, os pulmões. Isso propiciou que o diagnóstico de doenças como a tuberculose fosse muito mais rápido. Se hoje temos equipamentos modernos como tomografias computadorizadas e outras engenhocas, devemos isto a este grande inventor, que chegou a ser cotado para ganhar o prêmio Nobel de Medicina, em 1950. Por ironia do destino, o famoso pneumologista morreu em 1962, de câncer de pulmão.

Rádio
A patente da invenção do rádio está devidamente creditada ao italiano Gugliermo Marconi. No entanto, anos antes dele, um padre brasileiro havia feito a primeira transmissão da voz humana por meio das ondas radiofônicas. Roberto Landell de Moura era uma espécie de Professor Pardal e um belo dia resolveu levar a sério as experimentações com ondas eletromagnéticas. Em 1894, ele conseguiu transmitir um comunicado por vários quilômetros na cidade de São Paulo. No entanto, sua invenção foi vista com desconfiança. Muitos religiosos o acusaram de praticar feitiçarias e, por isso, seu trabalho não teve a visibilidade que merecia. Somente depois de muitos anos conseguiu patentear seu equipamento, no Brasil e nos Estados Unidos. Mas já era tarde.

Balão estático
Pelo visto, ter padres inventores é uma antiga tradição nacional. Além de Landell de Moura, outro religioso nascido em terras tupiniquins foi pioneiro em uma invenção importantíssima. Nascido em Santos (SP), Bartolomeu de Gusmão se mudou para Portugal no início do século XVIII. Ali, ele observou uma bolha de sabão e teve um estalo: o ar quente é mais leve que o ar exterior e seria possível criar um veículo que pudesse levitar tendo este conceito como princípio. Em 1709, criou a “Passarola” e o exibiu para a corte portuguesa. O público, estupefato, viu o aparelho movido a ar quente subir a quatro metros de altura.

Urna eletrônica
Nos anos 1980, um juiz eleitoral de Santa Catarina decidiu investir em uma ideia genial: criar uma urna de votação eletrônica. Carlos Prudêncio contou com a ajuda do irmão, um empresário da área de informática. O aparelho foi utilizado pela primeira vez, de forma experimental, em 1989. Sete anos depois, foi implantado em larga escala pela primeira vez. Em 2000, o país realizou sua primeira eleição totalmente eletrônica. O sistema agilizou de forma espetacular a apuração de votos, um grande problema para um país de dimensões continentais e infraestrutura de transportes precária. Se antes a contabilização levava semanas e até meses, agora o vencedor era conhecido em poucas horas.

Cartão telefônico
Até os anos 1980, para fazer uma ligação telefônica em um orelhão, era preciso utilizar fichas metálicas semelhantes às moedas. Às vezes, era necessário um grande número delas, o que gerava incômodo. Até que o engenheiro Nélson Guilherme Bardini teve uma ideia revolucionária em 1978: criar um cartão feito de PVC, com um circuito elétrico em seu interior. Estava inventado o cartão telefônico. O invento se espalhou pelo mundo mas, curiosamente, só foi implantado de forma oficial em território brasileiro anos depois, em 1992. A invenção havia chegado em boa hora e serviu para modernizar as comunicações brasileiras, que estavam na idade da pedra à época.

Identificador de chamadas
Hoje em dia chega a soar como algo absurdo uma chamada telefônica anônima. Mas há 30 anos isso chegava a ser um problema, por causa dos incontáveis trotes. Foi para se livrar deles que o eletrotécnico Nélio José Nicolai, em 1980, criou um aparelho que permitia identificar de onde vinha a ligação. Ele batizou o invento de Bina (sigla para B identifica número de A), que em pouco tempo se espalhou pelo mundo. Mais de 30 anos depois, ele vem lutando na justiça para receber royalties das empresas de telefonia pelo seu aparelho. O homem, aliás, é um inventor de mão cheia: tem 40 patentes registradas no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).

Walkman
Andar pelas ruas com um aparelho portátil que reproduz música é um ato tão banal quanto conversar. Hoje são os smartphones, sucedendo ao iPod e aos discman. Mas o avô destes aparelhos é o Walkman, rádio e toca-fitas portátil lançado pela Sony em 1979. O que poucos sabem é que o aparelho foi na verdade inventado por um alemão naturalizado brasileiro. A família de Andreas Pavel mudou-se para São Paulo quando ele tinha apenas 6 anos. Aos 27 anos, em 1972, criou o aparelho de som portátil, que batizou de stereobelt. Após anos de brigas judiciais, o inventor e a Sony acabaram entrando em um acordo, com a empresa reconhecendo a autoria do invento.

Soro antiofídico em pó
Antídotos contra veneno de cobras existem desde o século XIX. No entanto, alguns requisitos de transporte e armazenamento dificultam o acesso dos soros às regiões mais remotas, justamente onde são mais necessários. Em 2000, o veterinário Rosalvo Guidolin teve uma ideia genial para resolver o problema: criou a versão em pó do medicamento, que tem prazo de validade muito maior. De quebra, não precisa ser mantido em baixa temperatura, como a versão líquida. O produto já foi patenteado e está sendo produzido em São Paulo pelo Instituto Butantan, um dos mais importantes centros de excelência no assunto em todo o mundo.



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